Plutónio brilha na maior sala do país

Foi nos dias 28 de fevereiro e 3 de março que o artista e compositor luso-moçambicano João Ricardo Colaço, conhecido nacionalmente como Plutónio, esgotou completamente o Meo Arena em dois concertos marcados pela demonstração do seu mais recente projeto “Carta de Alforria”.
Em dois concertos que duraram mais de duas horas e meia, Plutónio levou o seu público à loucura com uma atuação que ficará certamente para os livros de História da música em Portugal. Com o Meo Arena completamente lotado o “rapper” trouxe até aos fãs o seu mais recente sucesso, carregando consigo as suas origens e elevando de coração, o Bairro da Cruz Vermelha, local onde nasceu. Um espetáculo que contou com a participação de diversos convidados, entre os quais os artistas Richie Campbell, Dillaz, Lon3r Johny, Dengaz, entre muitos outros.
Mesmo assim, não foi sob luzes da ribalta e após um sucesso estrondoso que o artista deixou escapar as suas marcas familiares e a alma da sua vida, trazendo a palco consigo a sua filha Francisca, a sua mãe e a sua tia que com grande orgulho e através de um impactante discurso, abriu o concerto.
A mãe de Plutónio protagoniza ainda um momento emocionante quando o mesmo, através de tudo aquilo que conquistou, lhe oferece uma casa nova, realizando um dos seus grandes sonhos e marcando assim aquele que é um dos grandes motivos do seu sucesso, a sua própria História e as suas raízes, materializadas nas chaves de uma “Casa Melhor”.
O seu mais recente projeto “Carta de Alforria” é um álbum musical composto por 22 músicas e conta já com milhões de audições. Deste destacam-se importantes faixas como “País das Maravilhas”, “Casa Melhor”, “Interestelar”, “Mapa Cor de Rosa” e “Luxemburgo”. Este projeto remete ao conceito de Carta de Alforria, um ato que marca a libertação de escravos e que determina o fim de uma era e de uma sociedade escravagista. Esta demonstração histórica e intelectualmente literal evidencia o impacto não só do projeto musical em questão, como também, do papel e crença do artista.
Foi assim, que através de um marco histórico na indústria da música portuguesa, Plutónio dignifica um percurso gigantesco do qual é autor. O Meo Arena, Lisboa e Portugal, coroaram nos dias
28 de fevereiro e 3 de março, o artista “Como 1 Rei”.
Gonçalo Alves