Movimentações Instáveis

A forte escalada de conflitos em diversas regiões do globo, demonstram a forte instabilidade que cada cidadão, independentemente da sua origem, está a sofrer na sua vida, e a ter repercussões drásticas, que não são de todo positivas. Bem como a passagem de algo hipotético para uma possibilidade bem real de acontecer, no caso, uma perigosa aproximação a um conflito Internacional, que possa diferir um golpe canónico no mundo como conhecemos atualmente.
Tal como foi observado recentemente, duas nações, sendo elas a Rússia e a Coreia do Norte, realizaram aquilo a que podemos chamar de ensaios nucleares, que para além de representarem uma ameaça para o Ocidente, e uma posição bem vincada por parte do bloco oriental, transparece a ideia de que o conflito da China com Taiwan, devido a este último ter um simbolismo crucial para o governo chinês, e do seu potencial relevante na produção de microchips essenciais para o quotidiano de qualquer indivíduo, será uma séria questão por resolver, que implicará um conflito extremamente duro e dizimador, sendo que homologamente, só se conseguiriam aproximar os conflitos da primeira e segunda guerra mundiais. Já para não referir a situação atual do ataque do grupo terrorista, Hamas, ao território de Israel, que contribuiu para a escalada exorbitante desta crise global.
Por conseguinte, estão a existir movimentações instáveis e dúbias, nos Estados, russo, chinês e norte coreano , que perigosamente perturbam o equilíbrio do cenário Internacional, na medida que se estes continuarem com este processo, e no caso extremo, usarem o armamento nuclear, provavelmente não estaremos aqui, toda a população e seres vivos existentes, para presenciar o que poderia ter sido a resolução amena de vários conflitos a serem disputados em diversas regiões, que tanto parece mais uma estratégia pós pandemia COVID-19, organizada pelo bloco dos países orientais, do que que por qualquer outra coincidência que possa existir.
No passado mês, a potência em ascensão norte-coreana, realizou, o que se caracteriza por uma preparação para o pior cenário possível do rompimento destes conflitos atuais, ou seja concluiu um ensaio nuclear, que impossibilita uma interação diplomática favorável, com intuito de findar uma descontrolada ação desencadeada pelo conflito russo-ucraniano. Este mesmo estado, há um mês, ameaçou invadir a Coreia do Sul com armas nucleares através de alianças específicas com os seus aliados, Rússia e China, aumentando as tensões nessa região que já era assoberbada alguns anos pelas mesmas.
Existiram ainda assim, o disparo de dois mísseis balísticos táticos próximo de Pyongyang, usando lançadores móveis, marcando uma forte posição em relação a sua atual existência, e as operações que pretende realizar não só na Coreia do Sul, com uma China em Taiwan, sendo com toda a convicção, um movimento tático levado a cabo pelo bloco dos países orientais, tentando impor uma nova ordem Internacional.
A sua homóloga Rússia, há pouco menos de duas semana, garantiu que Burevestnik, um novo míssil nuclear estratégico, foi testado com êxito, sendo ele caracterizado por ser um míssil de cruzeiro de alcance global com uma instalação nuclear e um sistema de propulsão com essa mesma capacidade, que demonstra a real possibilidade de um conflito nessa dimensão, que a ser realizado destruirá não só os seus inimigos, como a si próprio, não existindo qualquer vencedor perante esse possível envolvimento fatal.
Assim, a Rússia pretende revogar o tratado que proíbe testes nucleares, com um objetivo, não só de marcar posição face ao Ocidente, como ameaçando também os mesmos países em caso de alguma ação que seja contrária à posição russa, chinesa ou norte-coreana, o que causa pouca manobra de dissuasão europeia e americana, e consequentemente, uma ação que tenha o mesmo impacto e representação que as realizadas por esses países orientais, dizendo assim que a NATO tem uma posição crucial na resposta a essa ameaça, e ao mesmo tempo na tentativa de serenar uma possível terceira guerra mundial.
Sendo assim, a organização do atlântico norte, não tem outra opção senão responder na mesma face da moeda, tendo agendado assim na semana passada, a realização de um exercício de cariz nuclear, mesmo não sendo de forma ostensiva, deixando o sinal bem vigente de que estes países estão atentos a quaisquer movimentações suspeitas dos restantes, de modo a preparar-se para um possível combate e conflito, a uma escala nunca vista, entre dois blocos mundiais, em que um tenta manter a sua hegemonia atual, e outro em ascensão tenta destronar o seu anterior, causando toda esta complexa planificação de ações, que se desencadeiam umas às outras.
Portanto a contribuição de qualquer país para o
fomento de uma maior instabilidade da já existente, implicará a implosão de um
conflito de dimensões catastróficas, que não poderá ser evitado pelo Ocidente,
envolvidos atualmente em múltiplos conflitos, onde não teria capacidade
suficiente de resposta para um outro existente. Ou seja iríamos assistir à imposição
pela via da guerra de uma nova ordem Internacional oriental, que não teria
propriamente nada para governar, mediante as consequências do que implicaria um
conflito nuclear com proporções globais, não existindo nada mais do que pó para
guiar e direcionar um mundo em ruína e em destruição completa.
Sérgio Carvalho